A WAWEN reforça a liderança das mulheres através de formação de género sobre poder e confiança
A Internacional da Educação África (IE África), através da Rede de Mulheres da África Ocidental (WAWEN), realizou uma formação virtual sobre género nos dias 21 e 22 de abril de 2026. O encontro centrou‑se nas dinâmicas de poder, na liderança e na participação das mulheres no seio dos sindicatos da educação.
A formação decorreu sob o tema: «Da consciencialização à ação: enfrentar os desequilíbrios de poder nos sindicatos da educação ».Reuniu mulheres sindicalistas, dirigentes e coordenadoras de género de toda a África Ocidental, com o objetivo de partilhar experiências, reforçar competências e promover uma liderança inclusiva.
Dia 1: Compreender o poder e a liderança inclusiva
Nas suas palavras de abertura, o Diretor Regional da IE África, Dr. Dennis Sinyolo, reafirmou o compromisso da IE África com a igualdade de género e o empoderamento das mulheres, sublinhando o carácter intencional desse compromisso. Observou que, apesar dos progressos alcançados, as mulheres continuam sub‑representadas nos cargos de liderança e enfrentam frequentemente obstáculos à sua influência nos processos de tomada de decisão. Segundo ele, o poder nos sindicatos nem sempre é visível e é muitas vezes moldado por estruturas, normas e práticas informais que excluem as mulheres.
Reconheceu que « os desequilíbrios de poder não são apenas uma questão de género, mas também uma questão de justiça, de eficácia e de legitimidade dos sindicatos enquanto representantes de todos os educadores », salientando, por isso, a necessidade de uma « ação deliberada para garantir que a voz e a influência das mulheres sejam plenamente valorizadas nos sindicatos». Apelou às participantes para que fossem além da sensibilização e avançassem para ações concretas que transformem as relações de poder no seio dos sindicatos.
Uma sessão central sobre o reconhecimento e o combate aos desequilíbrios de poder dentro dos sindicatos foi conduzida por Ratanang Baleseng, Coordenadora Regional da IE África. Ela explicou como o poder opera de forma formal, informal, estrutural e cultural nos sindicatos, destacando como a desigualdade de género, as hierarquias etárias e as normas sociais frequentemente marginalizam as mulheres e os jovens educadores. A sessão sublinhou que sindicatos inclusivos são sindicatos mais fortes e que o poder deve ser partilhado. Para que a mudança ocorra, é necessária ação coletiva e concertada.
O primeiro dia incluiu ainda um painel de discussão e partilha de experiências, durante o qual as participantes refletiram sobre as suas realidades nos espaços sindicais e debateram formas práticas de desafiar a exclusão e reforçar a participação das mulheres.
Dia 2: Reforçar a confiança e passar à ação
O segundo dia centrou‑se em competências práticas e nos próximos passos. Uma apresentação sobre o desenvolvimento da confiança e da assertividade foi conduzida pela Coordenadora da WAWEN, Rebecca Ocran Abaidoo. A sessão explorou as diferenças entre confiança, assertividade e agressividade, analisando igualmente a forma como as mulheres são frequentemente desencorajadas a intervir nos espaços de liderança.
As participantes discutiram os obstáculos mais comuns enfrentados pelas mulheres líderes e partilharam ferramentas para ajudar as mulheres a afirmar o seu espaço, a comunicar com clareza e a contestar preconceitos de forma respeitosa. A sessão incentivou as mulheres líderes a apoiarem‑se mutuamente, a documentarem os progressos alcançados e a orientarem as jovens membros dos sindicatos.
Reforçar sindicatos inclusivos e democráticos
A formação foi encerrada com intervenções finais de Ratanang Baleseng, Coordenadora Regional da IE África, que encorajou as participantes a traduzirem os conhecimentos adquiridos em ações concretas nos seus sindicatos. Sublinhou que enfrentar os desequilíbrios de poder não é apenas uma questão de género, mas também de justiça, democracia e eficácia sindical.
O encontro virtual da WAWEN reafirmou o compromisso da IE África em construir sindicatos da educação inclusivos, representativos e democráticos, nos quais as mulheres participem plenamente e de forma significativa na liderança e na tomada de decisões